segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Na encosta do cemitério




Na encosta do cemitério
o sorriso das crianças
velam os defuntos
já idos,
desconhecidos.
Perpetuam-se
os ossos envelhecidos
lágrimas palavras!
As moscas lambendo
na pele as memórias
perdidas,
esquecidas.
Na encosta do cemitério
cresceram árvores,desabrocharam
flores e frutos,
todos eles resplandecendo
com raízes de caixões
apodrecidos.
Em cada canto de pássaros
que pousam sobre elas
e lhes servem de ninho,
há um rosto trocidado
pelo sémen da terra.
Na encosta do cemitério
há vida
que renasce
do luto!