quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Adeus





Adeus!...
Já me despedi
tantas vezes
em lágrimas
que as chegava
a confundir com o
meu próprio respirar,
com
o meu
próprio
sangue!!!!!!!!!!!...
Quase
que não chega
a ser concreta
esta
dor...
absoluta!
Suspiros
soluços
incessantes...
intermináveis!
Adeus!
Que a tua despedida
me deixa
num
vazio...
absoluto!...
De quantas gargantas
foram arrancadas
o meu
coração?!!!!!?
Enorme
atrocidade
este grito que ressoa
em pregos
pau de chuva!?...
Vai e não
comas as pedras
que te esburacaram;
delas não resta
forma
que coincidam
que se conjuguem à saída
e à entrada
Esvaío-me
Amor
dor
estio
uníssono
sem
Nesta cinética interminável
de covas
caminho em farrapos
e com madeira agarrada!!!!!!!
Apodrecida!!!!!!!
Devoras-me com espinhos para dentro...
Cada um
sente
o
seu
frio!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Ri!!!!!!!!!!!!!!!





Nunca...
nunca
vos esqueceis!
sentai-vos com o pó do chão...
que
somos
do tamanho
da
nossa tristeza!
Ri!!!!!!!!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Negro





E eu que sempre
pensei
que ia fazer de ti
minha...
rainha...
sono eterno!
deito-me vestido
como
se
morresse...
imaculado!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

E ao longe




E ao longe
vejo dois corpos em movimento
num bosque profundo!...
Está frio
e o chão
arde...
Sobre as negras
sombras do abismo,
pouso o
meu joelho...
As minhas
mãos
em troncos de árvore
se desfazem!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Underneath






And I will be forgotten
beneath the concrete soil of memories,
underneath the frozen flesh of time.
Partilho as minhas palavras com o silêncio,...
e o meu sangue...