quinta-feira, 14 de março de 2019

A parcimónia de reflexos





A parcimónia de reflexos 
Guiam-me até ao fundo
Amanhã acordo e é tudo
O igual com uma certa indelicadeza
Ninguém disse : 
Eu morri ali

Horror?!
Horror...
é sentires frio
morderes os teus lábios 
sem haver sangue...
e... 
deixares de 
respirar!

Primavera Advento




A Primavera levanta-se
Com um suspiro vindouro
De um sol que há de advir
Depois das tempestades
Depois dos prantos
‎Todo o corpo estala 
Em chamas frias
Como senão pousasse 
Sobre o degelo
As flores deitam desde mumificados
Ares sobre as bermas

Palha de Aço




Bebo do chão toda esta
Atroz moribundez ‎
Será por acaso um vácuo
Coração ao deleite?!‎

A noite a minha coroa

Ponho o copo de cinza à boca

Tenho saudades de não ter ‎
Saudade

Doi-me a alma se a tivesse‎

O universo parece compensar
A crueldade com realeza

‎Esfrega coração
Palha de aço

Palco Coração




Pousaram nas minhas pálpebras
Invernos Inteiros

Não é este o meu palco?!
Onde o coração arde?!

E tu, meu Pai, nesse horizonte
Longínquo?!
Renega esta bênção
Com tuas ferozes lágrimas
Rezo

Recônditos sãos os caminhos

Suas estrelas não caíram