As luzes ao longe
cintilam,
parece que ardem;
velas obscurecidas
cineticamente
alimentadas
pela minha voz em
silêncio...
trémulas...,
frágeis...,
quase se apagam
com o não pestanejar constante.
Vou-te sepultar...
naquela cova funda...
chamada rio...
Quase Te mato
com uma caneta em punho!...
Violento-te no roçar
do bico contra o(a) pa(pe)l(e);
escuta-se...
o seu ritmo,
é o bater das ondas ao longe...
crava;tatua!
carne obliterada.
rocha delicerada.
Quase...
Te...
mato...
Com uma caneta em punho...
Cheia de promessas,
esvaindo...
esvaindo...
até ficar sem vida.
Vou-me esconder e deixar o meu corpo
para ver quem o leva!
Vão-o sepultar naquela
cova funda
chamada
rio!
Sem comentários:
Enviar um comentário