A menina que se suicidou
que não queria cantar fado...
Na casa de banho
nas lajes do chão,
o sangue é negro...
E quem a chora...,
Ai...
Quem a chora.
Chora-a à porta,
chora no chão,
no travesseiro
a toda à hora...
Sem...
Sem perdão!....
...
que não queria cantar fado...
Na casa de banho
nas lajes do chão,
o sangue é negro...
E quem a chora...,
Ai...
Quem a chora.
Chora-a à porta,
chora no chão,
no travesseiro
a toda à hora...
Sem...
Sem perdão!....
...
De muito cedo a obrigava a ir às tascas do fado... Em
horas incertas recordava o barco em chamas... Depois
... de há pouco tempo se te ter despedido...
... O lenço branco na sua mão..., Folando o ar das gaivotas...
Inertes no ar pairando às labaredas...
...
horas incertas recordava o barco em chamas... Depois
... de há pouco tempo se te ter despedido...
... O lenço branco na sua mão..., Folando o ar das gaivotas...
Inertes no ar pairando às labaredas...
...
Que nem seus ais
enternecem a noite,
nem nasce o sol,
nem nasce o dia...
...
enternecem a noite,
nem nasce o sol,
nem nasce o dia...
...
É fado as lajes da casa de banho onde
perdeu a voz e a vontade... A vontade
que não tinha de agradar o seu pai de cantar...
Cantar o fado...
...
perdeu a voz e a vontade... A vontade
que não tinha de agradar o seu pai de cantar...
Cantar o fado...
...
Que nem seus ais
enternecem a noite,
nem nasce o sol,
nem nasce o dia...
...
enternecem a noite,
nem nasce o sol,
nem nasce o dia...
...
Quis o destino que uma fuga de gás, do paquete Camões,
para onde iria durante seis meses como copeira, ganhar
oito vezes o ordenado mínimo...
para onde iria durante seis meses como copeira, ganhar
oito vezes o ordenado mínimo...
...
De quem ficou de luto
e não amanhece
e a noite se entristece...
... Tão cedo...
Tão...
A morte forjou em vão.
...
...
De quem ficou de luto
e não amanhece
e a noite se entristece...
... Tão cedo...
Tão...
A morte forjou em vão.
...
...
No horizonte crepitavam as estrelas findas,
fogo artifício bureal só visto às portas do norte.
...
fogo artifício bureal só visto às portas do norte.
...
... Tão cedo a morte
a forjou em vão...
...
a forjou em vão...
...
Para não teres que te afundar como a tua mãe,
para que saúde não te falte...
Boa voz tens... Encantos desencantas a morte!!!
Fome não passarás e quem sabe,
encontrarás o teu fado!?...
...
para que saúde não te falte...
Boa voz tens... Encantos desencantas a morte!!!
Fome não passarás e quem sabe,
encontrarás o teu fado!?...
...
Nem amanhece
e nem a noite...
A noite se enternece!...
Tão cedo...
Tão...
A morte a forjou em vão.
...
e nem a noite...
A noite se enternece!...
Tão cedo...
Tão...
A morte a forjou em vão.
...
Na casa de banho
nas lajes do chão,
o sangue é negro...
E quem a chora...,
Ai...
Quem a chora.
Chora-a à porta,
chora no chão,
no travesseiro
a toda à hora...
Sem...
Sem perdão!....
...
nas lajes do chão,
o sangue é negro...
E quem a chora...,
Ai...
Quem a chora.
Chora-a à porta,
chora no chão,
no travesseiro
a toda à hora...
Sem...
Sem perdão!....
...
A menina que se suicidou
que não queria cantar fado...
que não queria cantar fado...
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