quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Lucem Ferre





Precisava de dormir
uma vida inteira

Sometimes
you have to c s h a v n g e
you skin

Estava capaz
de engolir
uma lâmina
mundo

Aparecem munidos
de invólucros

aprecio este gelo
noite deserto

A indiferença é tão
pequena luto
profundeza

A mola não é mais
que um vibrar de mim
próprio

Onde os arados
do tempo atracaram
os seus vis olhos
dedos

- Someday you will
lose the smile on your
face

O tempo
por vezes
vaia os semblantes

Não há miséria
maior do que
olhares - te para
além do espelho

viras as costas

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

... sem Ti...



... a minha cama sem ti é mármore... 
... a minha cama sem ti é uma tumba... 
um caixão onde me deito e me afundo... 
os meus pulsos abertos o mar onde naufrago... 
a misericórdia enterrada no meu coração... 
os braços pendidos sobre o peito... 
o abraço correntes sobre a terra batalhas derrotas sangue... 
... a minha cama sem ti é mármore... 
... a minha cama sem ti é uma tumba... 
... sem Ti... 
... sem Ti... 
a minha vida... 
... um cemitério... 
e tudo o que a morte levou 

sábado, 12 de setembro de 2015

Uns nos outros reflectidos corações partidos.




Uns nos outros reflectidos
corações partidos.
Campos de suícidio;
A valsa vala comum,
a nossa;
Decrépitos engelhados ao sol
na burocracia de um corpo 
a envelhecer.
Praguejam as pedras, também,
cansadas de demoradamente
serem pisadas
enquanto o fémur roça
a anca e os trompetes 
ao longe anunciam o apocalipse.
... Vai a morte cansada,
de foice às costas,
cospe no chão, apanha beatas,
não é bom freguês e diz palavrão...
Há inexactos momentos 
que a fotografia fica desamparada
na retina e faísca eco no pensamento
de não absorvida, num trapo que já
foi papel...
Resvelam para o rio,
sobem as suas encostas,
mas para lá padecem,
os monos de ferro 
bigornas mais finos;
Os trapézios enfeitam
a electricidade aranha, de vez a vez,
um ser movido que preenche
o vácuo que não sangra...
Não se espelha a sua desGraça,
não se encontra palavras,
em nenhum portulano,dicionário,
movimento,retina,foto grafia fugaz,
a celebração do forjar dos trompetes 
em bigornas mais finas esqueletos,
facas que cortam por dentro
quando partidas, ceifa o furtar da luz 
na inundação 
de outros que reflictam 
o seu coração... 
O da Morte!
...Contaminados de espelho