sábado, 12 de setembro de 2015
Uns nos outros reflectidos corações partidos.
Uns nos outros reflectidos
corações partidos.
Campos de suícidio;
A valsa vala comum,
a nossa;
Decrépitos engelhados ao sol
na burocracia de um corpo
a envelhecer.
Praguejam as pedras, também,
cansadas de demoradamente
serem pisadas
enquanto o fémur roça
a anca e os trompetes
ao longe anunciam o apocalipse.
... Vai a morte cansada,
de foice às costas,
cospe no chão, apanha beatas,
não é bom freguês e diz palavrão...
Há inexactos momentos
que a fotografia fica desamparada
na retina e faísca eco no pensamento
de não absorvida, num trapo que já
foi papel...
Resvelam para o rio,
sobem as suas encostas,
mas para lá padecem,
os monos de ferro
bigornas mais finos;
Os trapézios enfeitam
a electricidade aranha, de vez a vez,
um ser movido que preenche
o vácuo que não sangra...
Não se espelha a sua desGraça,
não se encontra palavras,
em nenhum portulano,dicionário,
movimento,retina,foto grafia fugaz,
a celebração do forjar dos trompetes
em bigornas mais finas esqueletos,
facas que cortam por dentro
quando partidas, ceifa o furtar da luz
na inundação
de outros que reflictam
o seu coração...
O da Morte!
...Contaminados de espelho
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