quinta-feira, 10 de maio de 2018

Carmo






Quantas vezes não te esperei
neste cemitério soterrado,
escondido?

Em quantas ânsias
palpitava o meu coração
pelo seu lugar, pelo seu peito?

Folhas voaram,
pétalas, pólen e doce
caíram alimentando
um chão eternamente
condenado.

Um qualquer lugar
e tempo é uma maldição,
um baú não descoberto,
apodrecendo.

Hoje é verão
disfarçado de Inverno...
Veio em dilúvio
inundar-me os olhos...
O peito vazio...