Quantas vezes não te esperei
neste cemitério soterrado,
escondido?
Em quantas ânsias
palpitava o meu coração
pelo seu lugar, pelo seu peito?
Folhas voaram,
pétalas, pólen e doce
caíram alimentando
um chão eternamente
condenado.
Um qualquer lugar
e tempo é uma maldição,
um baú não descoberto,
apodrecendo.
Hoje é verão
disfarçado de Inverno...
Veio em dilúvio
inundar-me os olhos...
O peito vazio...
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