domingo, 3 de junho de 2018

Inverno de Cinzas





Existia um certo
Magnetismo entre o teu cabelo
E a minha pele.
Os teus braços mortalhas
Sudários oscilantes pelos olhos
Vagabundas miragens ondulavam
Pelo alcatrão ao longe
Disse: voa um corpo de esquecimento
Nas esqueléticas sombras
Véus de um vidro despedaçado
Que em côncavas mãos não pode
Absorver. Mais pequenas eram
As pegadas de volta e uma cova
Que se enterrava por si só
Num anormal ressuscitar de cinza
Brotam das pétalas ainda suaves passos

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Eu Θάνατος




As minhas mãos são feitas
De negro deste amanhecer
Nos calotes do desespero
Ide-vos estrelas insensatas
Começa o desabrochar 
A alienação para o esquecimento
Cruzamento de perfumes
Primavera de tormentos
De olhos castanhos transportados
Ossos de cinza rarafeitos
Do enterro pelos mãos não
Se seguram pedras línguas
Palavras deste cadáver
Sudários impossíveis lágrimas
Não ressuscitados
Eu Θάνατος