sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Ocaso



Borboletas afogadas em ácido
E veneno
Tens a espada e a pena
Um salvar-te-me de mim próprio
Metamorfoseados invólucros
Despedaçados de um canhão
À culatra...
A repentina lixívia
O revirar dos olhos
Quando não tens uma arma à mão
Nestas noites que não se salva
A jugular de um beijo
As noites infindas sem lua
Sepulcros
Quinézio nos olhos
Não era um poema
Imagino o momento
Em que do teu pescoço 
Jorrou sangue
Não havia longura, resquícios
Um barril de polvora sobre 
A neve, traços
Caem as cinzas sobre as pálpebras 
Que as sombras com o terror
Nos devoram 
Espectros misantrópicos

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