sábado, 2 de junho de 2012

Ar






Tenho de ser o esfarrapado
neste caminho de súlfuricas brumas...
e as lágrimas derramadas,
em silêncio,
enquanto acendias a boca
do fogão e deixavas o gás adormecer.
o reconhecimento e a despedida das almas
Atrocidade quando perdes-te!
A pele colada ao crânio a devorar-te
ou a este ar de que chamam vida!
Não sopres no Verão
que provocas as labaredas.

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