sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Quando o Sol se Pôr





Quando o sol se pôr...

(em suspiros irremediáveis...

- Quando...!
O...!
...
Sol...!
Se...!
Pôr...!)

Esquecer o teu nome
em cadências ecoantes
que percorram os abismos
da memória,
da matéria,
aniquilando-a!

- Que percorra com Lava
Labaredas
Majestosa
os mais profundos
dos labiríntos
sem saída...

... e a encontre!

Dos meus olhos
brotará
então
o mais puro dos venenos
que provarei
interminavelmente...

- Quando o sol se pôr!

Puseste a caneta
à boca...
...Agora vais ler
o que beijaste.

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