quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Devias experimentar os punhos contra uma parede,... e a cabeça...



Devias experimentar 
os punhos contra uma parede,...
e a cabeça...

Um verso que nos engole
para dentro...
Espalmo uma orla de morcegos
contra o pulso. Será negro?
Será vermelho?...

No côncavo do ante-braço
há um vale de sepulcros 
lavrado em lágrimas e saliva.
O coração palpita com
uma cadência doentia de estar vivo.

Estremece o chão por baixo
em rodas dentadas.

Pelos pulsos que se quebraram 
não se demoram os olhos.
As mãos arderam no escuro caminho.

Um coração em pétalas...
...definha...
...caem...

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