quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Haviam orlas nos bosques perfumadas pela luz que demorava ao olfacto...



Haviam orlas nos
bosques
perfumadas pela luz
que demorava ao
olfacto... Ali
abandonaste o meu
corpo. Uma Babilónia
de grãos e
de terra, sementes que
voaram sobre a
pele, folhas oxidadas
pelas
estações, raízes que
que fermentaram nos
poros, excrementos
e incêndios... Ali
abandonaste o meu
corpo a todas as
línguas
irreconhecíveis... Onde
já nem os meus
dedos podiam ser
entrelaçados. Lá onde
a podridão perdeu o
seu próprio nome
na boca.
Todo o sangue
pariu!!!!! O corpo é
uma linguagem
árida. Chove
na despedida.

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