Deito-me nu ;
o nevoeiro é o meu cobertor
quase uma mortalha que envolve...
Respiro-o e sufoco
enquanto as folhas crepitam
em espirais pelas orlas das árvores
roçando os seus troncos,
beijando os seus ramos;
enveneno-me com a seiva
enquanto expiro...
É branco quando os meus olhos
perecem exaustos
de tanto sangrar...
Não me abandones...
Não me deixes só...
sepultado no nevoeiro!...
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