quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Letargia






Sempre pensei...
Acordar, viver
apesar da fome 
de luz que passa
e fica no reflexo, 
obstinada.

Varre-se tudo...
Menos a morte.

Triste do pobre 
que não tem papel 
e escreve na sola dos 
sapatos...

O sono aproxima-nos
do anoitecer.
A escrita proscrita
além aguarda.
Afunda-se no corpo
na mira caça
num campo aberto
sem sombras.

A morte vende o que
tu tens.
E tu... 
vendes
o que queres.

Amparar a luz
de olhos fechados;...
A escuridão tem gretas
que se emancipam 
no céu.

Está ali...
O teu corpo que te 
espera;

dorme.

Não queres ir ter com ele.
O anti-tempo inventado.

Ninguém te pede a lua...

O que se bebe é um copo
com esquecimento.

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