Sempre pensei...
Acordar, viver
apesar da fome
de luz que passa
e fica no reflexo,
obstinada.
Varre-se tudo...
Menos a morte.
Triste do pobre
que não tem papel
e escreve na sola dos
sapatos...
O sono aproxima-nos
do anoitecer.
A escrita proscrita
além aguarda.
Afunda-se no corpo
na mira caça
num campo aberto
sem sombras.
A morte vende o que
tu tens.
E tu...
vendes
o que queres.
Amparar a luz
de olhos fechados;...
A escuridão tem gretas
que se emancipam
no céu.
Está ali...
O teu corpo que te
espera;
dorme.
Não queres ir ter com ele.
O anti-tempo inventado.
Ninguém te pede a lua...
O que se bebe é um copo
com esquecimento.
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