sábado, 15 de abril de 2017

da madeira brota um fogo frio, apaziguado





Deste conforto magnético
Pétalas de pedra
Deserto crepuscular
metal fundente do sol a ir.

Esperam, 
palete colorida 
os ramos, as flores, os pássaros,
o eco da resposta na vibração 
de águas antigas.

Um espécime centrífugo.
Caldeiras ininterruptas alimentam
o tempo
a foice da matéria fotografada
em pálpebras
no cerne das estações
o néctar sugado pelo chão.

Implodem nas veias 
as palavras desoladas a branco
o rastilho condutor do sol a nascer
e o todo que fica à sombra.

As flores deixam de cair 
e percorrer
abandonadas a seu destino...
A tinta nos dedos
a pingar...

Um algo de morte
a fazer-nos possível.

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