Pai
Os mecanismos
Na foice do Inverno
As amarguinhas na boca despontam
Prelúdios de um sol sufocante
Que devia hibernar
Conto as madrugadas no canto
Dos canários
E adormeço, Eugénio,
Algures em noites de Maio de orvalho
Em que perdi as fechaduras
Nos olhos de luto
Dos portões para sorrir
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