terça-feira, 19 de maio de 2015
Amai-vos
Nada vos quero, Humanos...
Só a vossa materialidade Carne;
nem o tempo é meu amigo...
Por isso Amai-vos!!!
Três são vezes a três Marias
que ressoam
e cortam na aparência.
São treze
quando às lágrimas
evocam!!!
Os movimentos precisos
de todos os nasceres do sol!
Barcos de papel no rio
que queriam ser olhos!
Terras e fogos.
Se fura canos
mata-ratos!!!
As cruzes amanheceres
deslizam pelas suas
próprias lágrimas
de um céu sofrido!!!
Assim vou partir,
um dia, eu sei,
com silhuetas cinzentas!
Todas as flores foram
pisadas e tornadas
carnívoras.
Até que o céu seja
criado, muitas estrelas
terão sido mortas.
Vos quero nada, Humanos...
Nem o tempo é meu amigo...
Por isso... Amai-vos!!!
Amai-vos!!!
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Ao Pulso Desorientado
Ao pulso desorientado
há agora um vermelho
ilustrado de chinês
e indiano que se quer casar
com vestes de morte...
Esquisos infernais japoneses
que não falam francês
nem tocam piano.
Ao pulso desorientado
está toda uma imagem
de eléctrico em carris
desgovernado sem freios...
Nem a força magnética
consegue pará-lo
A conjugação dos hífens
e dos ses no final
do tempo verbal.
Aqui onde tudo morre!
Numa mão fechada
de menino cheio de lembranças,...
triste...
A antecipar o pó
que haveria de ser limpo
e mal faria.
Tudo está limpo
Numa garrafa que se quebra
contra a tíbia
e a quem se chama...
Filho da Puta...
Ematoma!!!
Nada se pode...
Não lhe se saca o fim
nem a matricula;
ficam os desais e o gelo!
A lamentação
de ser menino
em fotografias, de punhos esmurrados
em silo a um telefone vermelho,
talvez dragão,
e a um entendimento sobre
a sua própria escrita
para um outro dia
A loucura à boca de um
rebanho sexuado por um latir;
um outro entendimento se a seus
olhos as palavras fossem
fotografadas... não mimadas...
Pendurados a cordas
de tango repousam em paredes
almofadadas de conhecimento
por abrir... Bolurentas....
Magnésios em esquinas
que suportam todos os oceanos
apontados a uma lupa
onde debaixo,
tudo é imperceptível.
Estou-lhes a dizer para não
me interromperem no meu ritual...
Pouco ou nada admira
quando aprendemos a ter medo
de nós próprios.
O saber animal
é muito mais humano!!!
I put a shit on you
because you are my cagar!!!
Os poetas morrem sem dinheiro
Os poetas morrem sem dinheiro
( no seu leito )
Suprime-se o Ministério da Cultura
e as cinzas vão parar ao Panteão...
Bela ovação aos que perecem sem um tostão!
Comam muitos cravos que faz
bem à flora intestinal
já que cortados estão
ou substituídos por cromos
colados ao peito não desfeitos.
...
Saem da nave. Põe
o capacete ao contrário?!
Os braços dos olhos onde o frio
acalenta por entre um oceano de pessoas
que cutelam o ar com os seus
movimentos inóspitos... Lâminas
centrífugadas de desespero.
domingo, 10 de maio de 2015
A Fada do Lago
Nem a gruas suportam
as lágrimas
nem toda a gravidade
dos mundos.
À Sophia... À Sophia
que já dizia que não
eram mornas nem fadadas
cinzas migalhas misturadas
um fogo verde à boca
às naus que repousam no mármore.
... E algo lhes liga as mãos...
Indenominado o bronze
em um quarto
a Fada do Lago ao anjo
com sexo!!
... A auréola ao pescoço!...
Só um beijo de uma sereia
pode salvar um marinheiro
de se afogar...
Não sabe o seu nome
a sal encrostado aos cantos
dos olhos de todas
as lágrimas confundidas num oceano...
E nele não se afaga...
Porquê Amor?! Porque
ainda ressoam os teus
lamentos nas horas badaladas?!
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