terça-feira, 19 de maio de 2015

Amai-vos




Nada vos quero, Humanos...
Só a vossa materialidade Carne;
nem o tempo é meu amigo...
Por isso Amai-vos!!!

Três são vezes a três Marias
que ressoam
e cortam na aparência.

São treze
quando às lágrimas
evocam!!!

Os movimentos precisos
de todos os nasceres do sol!

Barcos de papel no rio
que queriam ser olhos!

Terras e fogos.

Se fura canos
mata-ratos!!!

As cruzes amanheceres
deslizam pelas suas
próprias lágrimas
de um céu sofrido!!!

Assim vou partir,
um dia, eu sei,
com silhuetas cinzentas!

Todas as flores foram
pisadas e tornadas
carnívoras.

Até que o céu seja
criado, muitas estrelas
terão sido mortas.

Vos quero nada, Humanos...
Nem o tempo é meu amigo...
Por isso... Amai-vos!!!
Amai-vos!!!

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