sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Madalena



Quase enlouqueço 
no epicentro do esquecimento.
Desumano
derrama em rama 
a nocturna tristeza...
Vi-a aqui em todos os
anoiteceres, opúsculos
ultra-violetas.
Ninguém Te abandonou.
Abandonámo-nos aos nossos
desígnios.
A janela perpétua 
ao caiar-te o olhar.
Uma Madalena fixa
no céu.

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