sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Vinte




Soaram as doze badaladas
e morro por dentro.
Bebo e brindo
lágrimas de desespero.

Toda a esperança em tons de derrota.
Toda a esperança morta melancolicamente.

Este é o dia em que os anjos não choram.
Este é o dia em que estão petrificados
espantados com magnânima tristeza.

Soaram as doze badaladas lentamente
continuam a ecoar pelas horas adiadas.

Toda a esperança em tons de derrota.
Toda a esperança morta melancolicamente.

Pendem-me as lágrimas e não caiem.
Queima-me a dilaceração interior.
Transponho a minha dor neste papel
e fica possuído, não absorvido.

Contra corrente.

Toda a esperança em tons de derrota.
Toda a esperança morta melancolicamente.
Este é o dia em que os anjos não choram.
Este é o dia em que estão petrificados
espantados com a minha tristeza.

Soaram as doze badaladas
e morro por dentro
Bebo e brindo
lágrimas de desespero...

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