quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Anti Tempo




...
Vem o nome à boca
Sempre um semi-deus alado
Colateral...
Obtusos pensamentos
Dos deuses que nos cuidam.
Aquele virar esqueleto que sorri
Na deambulação da ironia
Estátuas sem coração
Debruçadas constantes carretas...

É simples o ritual...
Os olhos deloridos,
A sopa, o copo de vinho,
Submerso num vidro reflexo
O relógio que nos olha de fora.
A colher amedronta a Morte.
A perna senta-se sobre a fortuna

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