quarta-feira, 22 de novembro de 2017
Suicídio
Esvai-se o teu rio
Perde-se ao longe o teu mar
O Outono para sempre se instalou
As memórias esvanescem-se
Têm a cor de sangue em copos
Esbatidos e lábios carimbados
Coleccionados
Corrosivas palavras
Com o limbo da noite
Tudo se preenche em prelongados suicídios
A centrífugadora magnífica
Um pote mágico ou varinha de condão
Um vagar contínuo lamento
A sua pele arrepia esbatida
No furtar da luz
Os corvos anunciam a aurora
E o crepúsculo incendeia os céus
Na apatia do revirar dos titânicos dias
Tu finalmente descansas
Eu para sempre amar-te-ei
Sem descanso incansavelmente
O meu desaperecimento
Veio como uma Graça
Cheira a corações queimados
Na insistência do Inverno
Atracam os destroços à porta
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