terça-feira, 5 de dezembro de 2017

O Rio Que Nos Separa




Cemitério de sombras

As sobrancelhas pestanejam
Ruínas
Os dedos sedentos de embriaguês
Sintetizados de terror
Olhares defuntos
Nos confins da escuridão
Meresias de asfalto tristeza

Não vens como o vento
Não há rebentação contra os troncos
O céu cobalto imutável
Um voraz rumor de silêncio
O frio invade como um bárbaro

Viro a lombada contra o vento
Não quero a poesia um barco
À deriva uma tempestade de folhas escarlate
Chovem bosques
Os olhos são de vidro
Séculos sentados à beira de prantos

Vê-me cair
Vê-me cair

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