sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
Caos de Brumas
Este é o meu cais
Sem barcos nem mar.
O vento silva nos gargalos
As partidas ou chegadas.
Não é abrigo nem a chuva é ácida.
[ ao longe vejo um anjo
estátua preso ao céu
Falta uma pele para amar
Nem que seja só por uma noite...
Um coração tesouro
Ourives da sintonia
Beijos desesperados sincronia...
Fico ao relento
Molho os pés no alcatrão.
A chuva são teias
Quando semi-cerro
As pálpebras contra a luz.
A espuma está na garrafa.
[ as larvas escutam-se perto
Os farois são as lâmpadas
Fundidas dos candeeiros
Intermitentes depois de aquecidas.
[ andar neste chão
é como andar sobre o teu corpo
Arrasto a perna e as noites,
Os dias parecem intermináveis tempestades
Que escuto em sonhos
Enquanto flutuo nas bureais auroras.
[ acordo em prantos
sem lágrimas
neste cais abandonado,
um barco de silêncio
anseando o fundo
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