Buraco Negro
O meu corpo afunda-se
Os meus olhos são um nevoeiro
Massiço
Ter que enfrentar
Toda esta escuridão de peito pedra
Não há crepúsculos
No pestanejar
Espeto a caneta no peito
Ao que se ousa de preces
Avança a morte, mas lenta,
Com bocas e palavras e sangue
Promessas quando a luz
Incide e imperceptíveis todas as estrelas
Se apagam
No último fôlego do adeus sonho
Embalei-as ao colo
E um imenso negro
Tudo deixaram
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