sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Sem Sombra




Pareceu-me que vieram partículas
À boca
Não foi este o mundo que concebi
No desespero dos teus olhos
Um Inverno deserto embriagante
Metastizado
Macabro não ter pegadas
Depois de ter andado
Para este sepulcro branco onde me deito
Na contemplação só queria
Que as estrelas abomináveis
Caissem sobre o céu
Pelas paredes do negrume assombro
Bate-me a noite no peito
Os ramos braços
Imperam os espinhos magnéticos
Sobre o chão
As pétalas aveludam
A terra revolvida
Na insatisfação ainda espetaste
A Coroa no meu coração apodrecido

Sem comentários:

Enviar um comentário