Lareiras Desdentadas
Respiro sangue
Um relógio de ânforas sobrepostas
Denominado pelas implosões
E explosões
Escrevo contra uma corrente fria
Que me brota da cabeça
Não é difícil perder-me nesta
Ante-mão que se sucede
No ricochete da solidão
De lá caem lágrimas
As crateras invísiveis a olho humano
Escondidas em prados de carbono
Mãos que arderam no calor esvaído
Numa lareira de esquecimento
Nos ossos empilhados de frio
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