sábado, 31 de março de 2018
Senhora de Água
Relembro-te vestida de água
Os olhos negros importados
De luz
Agarrada às serpentes
Entre nós rios maternidades
Incessantes de lágrimas
Queria-te assim
Num esquecimento igual à morte
Cheguei a este desespero
Cinzento na opulência de quando
Tudo for vazio em que se respira
E não se encontra destino
Azul
O sopro fatigado que tinhas
Dentro tudo vento na aniquilação
Noites estas frias que cobrem
O coração
Tudo o que tenho para te dizer
São estas páginas em que morro
Num funeral adiado
Sumptuosas lâminas
Que trespassam e não reparo
Nas vozes dos mortos contra a manhã
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