Nove
Os dias são veneno
Dormir o antídoto.
Os meus olhos catedrais
Embrulhados em brumas nocturnas
O corpo amortalhado em cedros
Beijos elípticos negros
O amor destronado
Num templo de desgraças
Nada podem as palavras
Contra a animalidade da paixão
Um frio que assola
Mastigo os reflexos abetos
Na frequência de corpos esfarrapados
E um deus sem dor
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