terça-feira, 27 de outubro de 2015
Campos Incultos
Não mais que um pássaro
repousando ao sol
sobre uma árvore abatida.
Fagulhas de destroços
a seus pés aquilatada
linha emaranhada
grilhões a tornozelos humanidade.
A luz desagua pelas asas
cortantes, aproveita o vapor
do calor das labaredas.
Furiosas horas moribundas
acasos demorados pétalas monstruosas...
Protótipos noseolados
de esquecimento em estufas cadavéricos.
As nuvens habitam
os edifícios no céu vazio!
- Agora pára - pensa o louco.
Eventualmente a estrutura
é decepada para a janela de ejecção.
Maledicência sangueira
estandartes levitados
não vão a lado nenhum.
Debate-se a sombra contra o ferro.
As raízes perduram no chão,
o cepo serve para banquetes e descanso,
talvez bigorna, porque o céu
não se forja manchado.
Os grilhões sorrateiramente
aprisionam-se à carcaça
que voou sem cápsula
nas lavadas e penduradas entranhas...
Uma cabeça rebola
parte árvore cortada
curte-circuitada invisivelmente.
Caem portas sem chave,
sem chão, sem tecto...
Não se vestem as asas
com a linha emaranhada
sem fim no que toca
de uma lua apagada.
Os ramos crescem
esgravatam os braços,
olfactam a cabeça; ao longe
os horizontes fleumáticos
inegualados ocasos de geometria
fantástica aleatória.
Uma cabeça rebola...
- Pára agora - pensa o louco.
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