sábado, 3 de outubro de 2015
Teias de aranha braille
Teias de aranha braille
tecidas nos ouvidos
no túnel fuziladas campas,
encostados a muros que se desfazem
a sangue evaporado em terra.
Os mortos, caem pela sarjeta.
Caem as cruzes, os cajados,
sobem solenemente às
portas da adoração...
Rosas esventradas nas pontas
das mãos.
Cérebros conspurcados;...
A inevitabilidade desabentuada.
Todo um quadro de horror
em bênção da imaculada Senhor!
Sombra corpo crux
na passadeira do céu...
... Uma adicção invisível...
As caveiras atravessam!
Ralados miolos quando falam
[
O cruel sabor do acontecimento!
Éons éons de devastação
]
As aves passam ao
peito
dedos de escuridão apontados
à servidão olhos.
Jardins magnéticos caídos
da boca para as janelas
Acordes de ressuscitação
no patinar das rodas
contra os carris; levitados
corações que faíscam nas linhas!
...
Os campos são de oiro
na imaginação dos ceifados
[
A monstruosidade dos braços
comidos para dentro.
]
Os quelhos na mão da escrita
Alucinadas abertas veias
em busca do padrão
esguichado
Teias de aranha braile
tecidas nos ouvidos
no túnel fuziladas campas
encostados a muros que se desfazem
a sangue evaporado em terra.
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