domingo, 11 de outubro de 2015

O Palácio de luto




Intravenosas florestas
alheias bolas de cristal 
ambulantes reflectidas
desmesurados palcos
extinguidos, musgueadas
vozes em sangue se perdem.

As badaladas invisíveis
em olhares penetrantes numa
imagem deslumbrada
no esquecimento do amanhã.

Apontar as miras
contra si próprios...
Nas sombras abrigam-se
os monstros na nomenclatura
de um anjo que caiu cheio
de luz furtada. O baptismo
entregue à electricidade e efusividade
do monóxido carburado.

Memórias estampadas
relíquias esquecidas...
Portões ao lusco-fusco que aguardam
jardins existentes inalcançáveis.

Ogivas pregadas no chão
apontadas, eternizadas e em
nome do medo. Interiores
decrépitos, erupção extraordinária
de comprimir e implodir! 

Esquivam-se pelas escadas
e pelo pensamento, tudo o que se é,
no dióxido invertido!
Não mais conspurcar a esperança vã,
vá que olhos magnitudes
reflectem mesmo que não vejam.
As larvas também têm um
nome de outro nome de outro
nome... São cemitérios
andantes castelos de pedra
cinza...

Nada se pode contra o sol
e o céu que o protege!
Escutam-se ao longe os gritos
do palácio de luto.

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