terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Corpos amam os olhos desunidos urânio




Corpos
amam os olhos
desunidos urânio.

Os livros nas prateleiras,
as suas páginas,...
( folhas que não humedecem)
servirão para quando
acabarem os lenços...

Têm asas
com água ampliada
pelo gelo
e gotas nos dedos
de tinta

Um fundo branco
a azul riscado...

Os olhos não se movem.

Um mundo ao contrário
seringa anti-gravitacional
Os ecos nos becos
um peso na mão.
Salutar a queda 
implusiva 
derrotados cravos 
nas fechaduras esgotados.

Éter cheira-se
Cai pelas varandas...
Lágrimas negras
na despedida.

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