sábado, 12 de dezembro de 2015
Em que no cadáver já nem a sombra se reconhece.
Sentados
o eléctrico vinha
tarde;
uma gazua
abriria o caminho.
O vento faz tentativas
de medo
ao frio.
As teias nascem
dos olhos para o entendimento.
Os dias abandonam
as fogueiras à noite.
...
São os braços
que repousam pelos
lábios do esquecimento.
... Alguém disse
enquanto se abriam
portões...
Os materiais
desapego das pessoas
do seu volume.
Circunsprectos
Na cova aberta,
de lá,
onde as estradas
nascem.
O abismo cairá,...
Os cotovelos
gastos de atracar
o chão...
Não se repousa...
Não há vidros
nem cinza...
Reflexos.
As veias moldadas
nas linhas,
na escrita,
o sangue a correr
à procura da fonte
...
Desumanos jazigos
de páginas por abrir...
Em que no cadáver
já nem a sombra
se reconhece.
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