quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Tu sangras,




Tu sangras,
eu remexo a terra.
Eu choro,
tu não morres!
...
Fiz de uma campa 
o teu nome
por baixo
com pedras 
e pétalas!...

Lavro as minhas mãos em vidro

e ainda não
amanheceu!

...Agora vais ler o que beijaste.



Quando o sol se pôr...
(em suspiros irremediáveis...
- Quando...!
O...!
...
Sol...!
Se...!
Pôr...!)
Esquecer o teu nome
em cadências ecoantes
que percorram os abismos
da memória,
da matéria,
aniquilando-a!
- Que percorra com Lava
Labaredas
Majestosa
os mais profundos
dos labiríntos
sem saída...
... e a encontre!
Dos meus olhos
brotará
então
o mais puro dos venenos
que provarei
interminavelmente...
- Quando o sol se pôr!
Puseste a caneta
à boca...
...Agora vais ler
o que beijaste.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Horizonte





Mas porque razão
se mexe assim o teu corpo
sem música?

...olho-te naquela fotografia
amarelada,
apodrecida,
que nem o tempo
conseguiu aniquilar
a tua imagem.
...
Quando no abismo
caí,
durmo com todo o peso
do mundo.

Aguardo-te!...

Aguardo-te!
...para com os teus cabelos
limpar as minhas lágrimas.

Amo cada silêncio
no intervalo
de um mo(vi)mento
teu!
Não há vento
que apague a chama
com que hipnoticamente,
tu o clamas!

Sabes quando andas para trás?
...a corrente está forte!

Mexo os meus braços
como se fossem o silvar
das cobras...
um livro antiquíssimo...
abandonado...

Não sabes que direcção sopra!
Labaredas nos pés...
- Vou calçá-las!

Os abutres estão sempre
desesperados,
cortinas ignoradas
pela luz!
tantas ausências
sozinhas

Colho os pétalas
que as sombras
pisam!

Deixa-te estar
de costas
contras as àrvores...
Os dois lados do espelho,
eventualidades asas.

Parece que vim de um funeral
com as flores à garganta.
É tão triste a tua derrota,
querido coração...
Porque ainda bates tu?...

Achas que as tuas mãos
não dominam a força?
Elas que sorriem à delicadeza
de uma pele?!

As palavras são sons
antagónicas que nos fazem
estremecer no seu eco.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Alcoólico






Que desespero das vossas
bocas
respirais

A bondade
um caixão
enterrado

alguém

no meu leito alcoólico

praguejo

tusso

remexo

defeco

afundo-me

silencio-me

Quando o Sol se Pôr





Quando o sol se pôr...

(em suspiros irremediáveis...

- Quando...!
O...!
...
Sol...!
Se...!
Pôr...!)

Esquecer o teu nome
em cadências ecoantes
que percorram os abismos
da memória,
da matéria,
aniquilando-a!

- Que percorra com Lava
Labaredas
Majestosa
os mais profundos
dos labiríntos
sem saída...

... e a encontre!

Dos meus olhos
brotará
então
o mais puro dos venenos
que provarei
interminavelmente...

- Quando o sol se pôr!

Puseste a caneta
à boca...
...Agora vais ler
o que beijaste.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Love Lills Slowly






Who doesnt mind about the shores,
doesnt mind about the waves!

The end carne!

I dont need a light
at my pés,
like a ship looking for a...

lighthouse?!
...

Blackned costa!?
...
É estranho.
Nunca deixam nada para trás!
Mas...

Os vidros prostram-se pelo chão
para a passagem dos nossos pés.

As marés são aleatórias!
(...)

esqueci-me por causa
dessas putas!...
as correntes
oxidadas!

Rum
forest
Rum!
Right Upper Mére!

Descem contra o fundo da pele!
A sua cauda é o cateter!

Are the waves high?

There arent any shores...

Only cliff's!

Uma despretensão com a terra remexida,
desenterrada!

Se tivesse que ser
tinha sido bolor
em papel comido!

Hoje
nada
me
disse
a
noite

sábado, 4 de agosto de 2012

Super Nova






Todo um mapa astronómico
no teu corpo!
Cada constelação no teu
olhar...
....até as poeiras cósmicas
...
viajavam na tua pele!
...
Que Confins?

Que buracos negros são preciso
atravessar?

Que Infernos iluminar?...
Céus arder?!...

Qualquer linguagem voluptuosa,
desconhecida,
para chegar a Ti,...
Meu Amor!

Cadências solares;

eclipses;

elipses;

super-novas;

dias e
dias...

Embalar no meu colo,...

afagar-te no meu regaço Noite,...

Noite!...

Descanso-te eterno!

Estrelas que alumiam!..

Caçar traças com uma navalha
no meu vinho...
os teus restos impregnados
na ponta...

bebê-los!

os ossos apodrecendo
num qualquer mapa
abandonado...

Semblante!...

Não está aqui ninguém
para escutar as minhas,
preces!

Perfumei-me de ti
numa esperança súbita.

Alcatrão







Sou uma qualquer coisa
que rebola num reflexo!
...

Ainda me lembro!

...
O teu corpo cheirava a orvalho
searas

Vou contra o sol
feito um desperado

redupio!

a minha cabeça gira
aleatoriamente como se fosse

LOUCO?!

quando olhei

era Tarde!

Só queria que o meu sangue
fosse mais forte!...
que o alcatrão...

Mascará-lo!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Espada






...Batem palmas para matar
as melgas...

Cadáveres!

Uma ](can)]e[(ta)[spada no chão!
Apanhei-a nas areias movediças
esperando com ela,
contra toda a infelicidade,
tê-la em punho,
cortá-la!

Mas porquê as sombras?
Porque o sol não chega,
com toda a sua grandiosidade
luminosa, a toda, uma,
profundidade?

(-que merda é esta?
Ah?! percebi!!!!!
É por isso que todos se matam,
cada pirata vai sozinho à procura
do seu tesouro...deixa,
migalhas!)

Se me amasses não seriam
precisas pétalas para me
cobrir o sexo!
Eclipsavas-lo com a tua sombra!

Leva-me!
Leva-me para longe...
onde os dias não acordem!

sábado, 14 de julho de 2012

Terra






A derrota é tão grande...
como o é em nada!...

...(um sofá convida aos teus
lamentos)...

... ... Dormir?!

Quao frio são os teus lábios
enquanto te beijo,Meu Amor...!
...Meu Amor...!

Amas-me?!

AMAS-ME mesmo enquanto estive
a pontapear rosas?...
A desfazer as pétalas com os meus
dentes?!... A enlouquecê-las!?...

AMA-ME AGORA!
AGORA!!!!!

Quero as minhas unhas de negro!...
Nada doi...
...nada...
doi...!

Terra!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Shell






Esta noite não acaba nunca!
As raízes começam a desabrochar...
inimigos...veias...!
Ponho o capacete
as minhas mãos
à cabeça.
Respiro melhor
contra o chão!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Elemento





Em quantas sepulturas
já não dormi eu
e acordei sem querer
ver a luz?!
(qualquer gloriosa fotografia dedicada)
Quantas feridas não te infliges
para depois as quereres lamber
como se quisesses dominar a gravidade?!
Deixa-me vento...
DEIXA-ME...!!!!!!!!
Deixa-me por uma vez
arrepiar-te!
Incendiar tudo...
em teu nome!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Lodo






Ela caminha com a Lua!
(The Queen of the Night,
what sweet music she make!)
Apeteceu-me gritar o teu nome
e da minha boca
só saiu
areia!
Já passeei assim
pelos jardins de Olimpo...
a pensar...
que tinha pés de princesa...
Alguém me dê!
Alguém me dê!
Aterrador
quando a noite guilhotina;
será que é hoje
que vens num lodo
encantado?
Já tentei morrer
com um beijo,
mandar-me contra os campos
de rosas!

sábado, 2 de junho de 2012

Ar






Tenho de ser o esfarrapado
neste caminho de súlfuricas brumas...
e as lágrimas derramadas,
em silêncio,
enquanto acendias a boca
do fogão e deixavas o gás adormecer.
o reconhecimento e a despedida das almas
Atrocidade quando perdes-te!
A pele colada ao crânio a devorar-te
ou a este ar de que chamam vida!
Não sopres no Verão
que provocas as labaredas.

domingo, 20 de maio de 2012

Labirinto






Vento !

( Ia jurar que caneta
tinha tinta azul... )

... Drenar
o sangue.
( condiz )
Envenenado,
com as memórias que não consigo
esquecer.

O chão,
é arido...
impenetrável!
O pó passeia-se
à vontade,
dança livremente
à suave brisa;
à tempestade...

Não há lágrimas que o
corrompam!!!!!!

Enganaram-se os antigos :
" - Àgua mole
em pedra dura
tanto bate
até que fura."

Não há uma
ante-câmara ,
debaixo dos meus pés
onde as possa guardar...!
Uma porta secreta...!
um alçapão...!

Há um labírinto sem fim
feito de pó,
vento.
O seu passageiro.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Palavras





O que escrever
quando já está tudo
escrito
a
sangue?
...
Assim flui naturalmente
alimentando-nos
irracionalmente.

Uma epopeia inflamatória!...

Controlada
pelas nossas veias!

Tão descontrolada
ironia...

Ah!

O que nos faz respirar
nos mataria.
Se as rasgássemos
interiormente;
fulminantes
invólucros
frágeis
recipientes
de vida...!

Palavras.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Areia





Sabes o que é mais
triste minha(meu) irmã(o)...
partes de ondas
se foram,
parte de sereias
vieram,
como nos diziam
em crianças...
espumas
idas...
Um reflexo inóspito
entre os dedos
que nos foge
em cada palpitar
da lua...
Imperceptível...
como tudo!
No grito que não demos,
contido.
No debater
da areia,
na areia,
para que ela
fique concreta
com os punhos...
Assim
a atirei ao ar
para que a levasse
o vento
e à minha cara veio
ter,
imaculada,
separada
com os pés;
em cada meresia
pegadas
destruídas!
Queriam respirar,
espectroscupar,
num suspiro marítimo,
nosso!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Amanhece





Em cada
novo
amanhecer...
o mesmo oceano
de lágrimas,,,!
Apodreço
com toda esta
nauseabundade,...
emagreço!
Depenico
as migalhas
da minha miséria,
acendo velas e
incensos para
me consumir,
dissecar,
confundir
e mesmo assim
o cheiro do chão,
o chão dos outros
me é
imundo!!!!!!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Medo




Eles espreitam,
as folhas dos jornais
esvoaçam,
o chão prende-nos
ao medo
e as palavras
línguas...
lambem-no!!!!

terça-feira, 13 de março de 2012

Água





Vou guardar as minhas
lágrimas
numa garrafa...
transbordá-la
para que não flutue!
Juntar-lhe veneno
e
bebê-la!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Sede




não vale mesmo a pena
chorar
sobre o leite
derramado...

...isto não tem nada a haver com leite ,
 mas com sangue!
Tudo o que eles
querem
é o seu sangue
invertido
para dentro
dos seus próprios 
corpos.

ah!!!!
como eu sei
que todo aquele sangue
não chegaria
para me matar
a sede !
e todo esse sangue
não chegaria para me afogar!

sangue,
 sangue
...sede de morte!...

Os meus lábios
tocaram
os teus
e!...
...estavam...
...gélidos...