Deserto Crepuscular
Ao longo vale lá escuro
que tudo absorve num puro
encanto, por ali paro
e param as nuvens, as estrelas;
na primeira pessoa
aos cruzamentos sobrepostos,
toda a angústia num portal
ponto para onde tudo desvanece.
Aqui escrevo cartas
e olho o horizonte
e não há pérolas querido Al Berto.
Há calçadas e pedras
e o dominó do pé coxinho.
Estes são os panos das velas
e o meu século.
Toda esta calma com que nos
cresce desertos no coração.
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