sábado, 25 de março de 2017
o desamor que não levamos para a cova.
Passa um mundo por nós
geocêntrico,
um tique intervalado,
curiosidade díspar
na elipse do sol a percorrer
as sombras.
Tudo instantes de noite mal dormidas
e a escrita que nem se reconhece
nos sonhos.
Os vultos pairam nos mecanismos
desumanos,
o desamor que não levamos
para a cova.
Misantropos, os olhos vagos,
no cerne do verão.
traços a contra baixo
na volátil escuridão.
Mais do mesmo o que nos veste.
No apressado avançar, franzir,
os olhos e as ondas evaporadas
no fundo da calçada, esvair.
De sangue, a noite
uma sinistra descoberta
abaixo de zero no termómetro
de atmosfera sombria...
Senão é loucura o que se passa
sob o sol,
será nascimento apoteótico
de outro espaço que passará
para além.
Procurar no desencanto a esperança
de viver,
reinventar a morte adiada...
... Ajudem a alimentar um deus.
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