sábado, 25 de março de 2017
Matrioska
Os dias cavam o musgo ao sol,
interpõem-se na promessa de chuva,
nos algeirozes por limpar.
Sonha-se o céu do céu.
A todas as nebulosas que nasçam
que aqui caiam.
Do vento à semente
a terra que não a encontra árida.
Tudo uma perfeita brincadeira
de quem fome não passa
e o universo como tecto o abriga.
Das palavras para nós,
aos outros, na fluidez da descontracção
e do desapego das veias.
Incrédula peneira dos sonhos...
Altivez ao toque nas pétalas por nascer
à palavra de ordem do desassossego.
Bomba armada sangra para dentro
Matrioska de sombras...
Lâminas lambuzam-se ao vento
... Estranhos campos magnéticos invioláveis...
A areia esguicha dos cronómetros inevitáveis...
Assim se criam os desertos.
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