domingo, 15 de outubro de 2017

Elisabeth




O tempo aqui não passa
nem num único conforto de um cigarro
sem fumo.

O céu, pêndulo segundos presos
a outros céus que se acendem 
fortuna do aniquilamento dos seus.

Nem tempo tempo há 
para os sonhos,
a luz oprime no passar das horas 
sinfonia, um umbral sobre
as infindáveis horas tragédias.

Caídos gritos de esperança
de uma citadela, não de uma cidade
alheia e os seus néons luminosos...
No cimo dos montes as naves ventoinhas
alimentam os ventos...

O desalento vive em mãos de ferro,
as súplicas entre-cortadas,
lapsos,
preenchem os corredores fantasmagóricos.

O sono não chega
nem os pesadelos.
Lá fora existe um espanta sonhos
magnetizado pelas estrelas...

... Nem o Outono...

Aqui somos radiografias 
no esplendor ressonante do horizonte.

Manicómio de sombras aranha

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