quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Que corações dobram por nós?...




Momento.
... Desolado não sabe
que amanhã acabará
ao redobrar dos sinos.
Nobre existe limpo;
matinais ossos não
neste exercício esquisito
de contemplação. Alvo
na ressonância dos quartos.
Os olhos dormentes, insónios
de choro, insaciados por onde pousam.
A barriga segura a mão
com a seringa à não
derivação do bloqueio do sangue...
... tudo aprisionam impávidos
... tudo aceitam não ansiosos...
Será noite minha bela amada
Lisboa e não sei que me afundei
com a âncora
reflectido na admiração
de um deus irado...
Sobrepõem-se os funerais,
os dias de cada mais vezes ambulatórios
porque tudo são vozes
de anjos em coro,... no fundo.

As calcinadas rodas dos ventos
contra estas paredes invisíveis
e o preenchimento no esquecimento.
Na gentileza à cruz
porque afinal há ainda uma verdadeira
Humana preocupação quando
à vista se a carrega.
Zeus a Valhalla!
Afrodite Jesus..
E cegos os corações que dobrem agora por nós

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