terça-feira, 17 de outubro de 2017
Penumbra
São sepúlcros as estrelas quando ergo
os olhos ao céu.
Os passos, os pensamentos...
Um funeral em pompa majestoso.
Leva-me deste rio de lágrimas,
Penumbra...
As pessoas falecem e vão
como se estivessem de pé.
Quero as palavras para além,
à frente do declínio
da loucura ou tristeza
onde nada tarda ou arde.
Um bafo amargura
sem nós nem tendões
numa costelação preso
a molhar a pena
num coração seco
Hoje não haviam
nuvens,
o mundo ardia num mar
de labaredas azuis,
as sombras ascendiam
pelas pernas sem asas húmidas.
Respiro um coração cinzento
àvido de esquecimento.
O desamor é o motor deste mundo
moribundo.
Foi sonho, premonição
todas as estrelas mórbidas
receptáculos decadentes
implodidos de um buraco negro.
A indiferença tem farrapos
como candeeiros...
Fecho a navalha
Amanhece
E tu não morreste
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